terça, 24 de novembro / 2020

A final da terceira edição do Festival da Canção PUC Minas aconteceu no dia 21 de novembro, em cerimônia online, com transmissão ao vivo pelo Canal da PUC Minas Lives. Abaixo, os vencedores do 3º Festival da Canção PUC Minas – Edição 2020:

  • 1º lugar: canção Encontros, do autor Vinícius Lúcio Duval Mendonça, aluno do curso de Engenharia Mecânica na PUC Minas São Gabriel;
  • 2º lugar: canção Dias Melhores, de Stephanie Mitiele Arruda Braga, aluna do curso de Fonoaudiologia na PUC Minas Coração Eucarístico;
  • 3º lugar: canção Pátria Sem Nome, de Raul Pereira Pinto Neto, aluno do curso de Letras na PUC Minas Coração Eucarístico;
  • Melhor intérprete: Vinícius Lúcio Duval Mendonça, autor da canção Encontros.

Os jurados avaliaram letra e melodia para escolherem as vencedoras.

Na abertura, o reitor da PUC Minas e bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, professor Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, destacou as palavras do Papa Francisco no encerramento do Encontro Mundial Economia de Francisco e Clara. "Papa Francisco fez um discurso que vai nos dar muito trabalho para que a gente possa levar adiante todo movimento de transformação da economia mundial. Ele nos disse: 'Ninguém de nós está obrigado a aceitar que a economia esteja organizada dessa forma. Temos que encontrar formas novas de organizar a economia para que a economia reorganizada seja uma oportunidade para todo mundo'". Dom Mol também destacou o Festival da Canção PUC Minas como uma ação bela e significativa da Universidade que "cotidianamente, por ser uma instituição humanista, portanto visionária, projetada sempre para uma utopia, aquela utopia de um mundo melhor e possível para todos indistintamente". Ele também fez um pedido aos finalistas e a todos que participaram do Festival de que não abandonem a arte porque "a arte é beleza, e a beleza, por excelência, é Deus mesmo".

Dom Mol falou sobre o belo momento de encerramento do Festival da Canção PUC Minas, mas destacou a perplexidade do assassinato de João Alberto Silveira Freitas, João Beto, como era conhecido, morto no sul do país. "Estamos celebrando, vivenciando de um modo muito bonito este enceramento deste Festival da Canção, mas impactados, indignados, estarrecidos, perplexos com o assassinato de João Beto, no supermercado Carrefour, em Porto Alegre, um assassinato assistido, filmado, banalizado indiferentemente por grande número de espectadores e tristemente testemunhado por sua esposa, impedida de socorrê-lo. Mais uma violência como toda e qualquer violência completamente absurda, uma violência que demonstra a falta de democracia racial no Brasil. É com dor que precisamos assumir, para superar, que o nosso país é um país terrivelmente racista. Por isso, sugiro a vocês, dediquemos essa sessão solene de premiação à superação de todo racismo e todo ato de exclusão", concluiu.

O pró-reitor adjunto da Unidade São Gabriel, professor Alexandre Rezende Guimarães, descreveu uma cena de quando seu filho mais velho era criança de três ou quatro anos. "Estávamos passeando por uma cidade do interior de Minas e, passando por uma praça, havia um músico. Não percebemos. Esses meninos mais novos escapam rapidamente. Tomamos um susto e nos deparamos com ele em frente ao músico. Completamente envolvido pela música. Queria dizer que esses momentos que eu passei aqui devem ter sido similar ao que meu filho com seus três ou quatro anos passou naquela ocasião. A música nos conforta, nos reanima, nos dá força. Queria agradecer de coração a todos vocês por terem participado do Festival da Canção. Independente do resultado, continuem. Continuem sempre confortando nossos corações", disse.

O diretor acadêmico da Unidade São Gabriel também ressaltou a alegria desse momento. "Como Dom Mol destacou, é uma universidade viva, de ciência e arte. É o que somos. Uma comunidade acadêmica quando inventa de cantar, ela só não canta, mas encanta. As canções falam fundamentalmente da vida. Às vezes celebram Minas, as montanhas, corações, amizades, mas fundamentalmente humanas. A humanidade é cantada e tocada. As pessoas perguntam: o que vocês fazem quando não está estudando, ou inventando a vida a partir de áreas de conhecimento? Aí inventa de ser mais vida. Mais do que nunca está registrado: uma universidade viva, que estuda, que vive a ciência, o conhecimento. Agora mais do que nunca a gente confirma o que está dito da palavra Universidade: está aí, uma universidade viva. E que canta. Muito bom escutá-los", comemora.

Durante a final, os músicos e cantores finalistas, seus familiares e amigos, assim como alunos, professores e funcionários da Universidade conferiram as dez canções finalistas. Também puderam conferir a apresentação do grupo Amaranto, de Bárbara Barcellos e de Raul Mariano.

A final está disponível do Canal PUC Minas Lives no Youtube. Clique aqui para conferir.

 

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