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Revista PUCMINAS
ESTUDE NA PUC
Estudantes do campus passam pela experiência de intercâmbio
Estudantes do campus passam pela experiência de intercâmbio

08/03/2010

Malas prontas, passagem comprada e muita expectativa na hora de sair de casa para estudar fora. Foi assim que Juliana Caldo Denízio embarcou para a Itália no dia 15 de setembro de 2009. Primeira vez em um intercâmbio a estudante de Medicina Veterinária deixou família e amigos para se dedicar a um sonho já planejado no passado, mas que até então não tinha ganhado forças: “Foi olhando o site da PUC que eu me interessei pelo intercâmbio. Conversando com os meus pais sobre a oportunidade cheguei à decisão final e fui atrás de todos os procedimentos”, diz. Juliana que garantiu uma bolsa de estudos na Università di Bologna, Itália, por quatro meses faz parte dos milhares de jovens que saem do Brasil todos os anos para estudar em outro país. Dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de embaixadas e de três grandes instituições de ensino do país, mostram que o número de brasileiros estudando em países da organização cresceu 30% de 2002 a 2006, último ano com dados disponíveis, passando de cerca de 16 mil para aproximadamente 21,3 mil. Os Estados Unidos continuam a ser o país com maior número de universitários brasileiros, seguidos por França, Espanha, Alemanha e Portugal, segundo os dados da OCDE. A preparação Para sair do País em busca de novas oportunidades o processo de intercâmbio é burocrático. Juliana encarou uma rotina de assinatura de documentos e papéis do setor de Relações Internacionais da PUC Minas, bancas examinadoras e testes de proficiência. Mas para viver em outro país preocupações com moradia, por exemplo, são normais e requerem atenção e paciência. Para morar em Bolonha de forma segura, tanto para Juliana como para a tranqüilidade dos pais que ficaram no Brasil, ela optou por uma residência universitária de freiras. A intercambista foi a primeira brasileira a morar no local com mais 50 italianas. Com a convivência o idioma diferente se tornou prática na vida da aluna e depois de conhecer pessoas de várias partes do mundo ela garante que todo o esforço para morar em outro país foi compensado: “A mistura de idiomas e cultura está no fato de sentar para conversar com amigos de países como Letônia, Turquia e Espanha. Experiência como essa não tem preço”. Dentro da Universidade Na vida acadêmica a estudante conta que não teve grandes dificuldades, já que as matérias do curso eram praticamente iguais às matérias do Brasil. Em pouco tempo Juliana conseguiu se adaptar à rotina da universidade e de Bolonha. De 15 em 15 dias se reuniu com amigos para viajar a outras cidades do país, e entre as cidades de Roma e Palermo conheceu lugares que ficarão para sempre na memória da estudante: “Valeu muito à pena e é por isso que eu indico o programa de intercâmbio para quem estiver interessado. Minha vida mudou e eu aprendi a valorizar muitas coisas. Conheci outras culturas e para mim foi mesmo uma experiência maravilhosa”, esclarece. No mesmo processo de mudança para o exterior está a estudante Jackeline Bezerra, que passou nos testes de intercâmbio para a Universidad Nacional de Tucumán, na Argentina. O Curso de Medicina Veterinária será realizado no país por quatro meses e a estudante já se prepara para novas disciplinas: “A que estou mais interessada é Técnica Cirúrgica II, pois não temos essa disciplina aqui na PUC e creio que me aprimorarei nesta área”, diz. A viagem de Jackeline está marcada para o dia 12 de março e entre a ansiedade e expectativa por novas experiências longe de casa ela espera voltar com histórias inesquecíveis: “Já estou com a documentação pronta e agora só falta arrumar as malas. Sentirei saudade dos meus pais, meu namorado e meus amigos, mas em agosto estarei de volta”, diz.